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Abril 28, 2008

+ Termos sobre Jornalismo Digital

Arquivado em: Sem Categoria — cultcie @ 12:35 pm

“A Semiose da Informação Webjornalística” – Geane Alzamora

Representação da realidade – No universo da comunicação, a noção de informação como novidade se realiza no âmbito da representação através da interpretação sígnica de um fato. Nesse sentido, a representação do objeto vincula-se a uma associação de outros signos ao fato a partir do conhecimento prévio de seu intérprete. Assim, quanto maior o grau de familiaridade com o assunto, maior será a qualidade e profundidade da notícia.
 
Fluxo semiótico - a “Semiose hipermidiática”, baseada nos preceitos de Peirce, apresenta dois processos: determinação (transmissão de informações a partir do objeto em direção ao interpretante) e representação (interpretante associa outras características sígnicas ao objeto). Uma comunicação efetiva pressupõe o equilíbrio entre esses dois processos.
 
Credibilidade - a profusão de informações e fontes (estrutura hipertextual) da web traz à tona o papel dos “filtros informativos”, que nos meios de comunicação de massa estão sob a responsabilidade dos editores. De natureza efêmera e circunstancial, a informação da Internet demanda investigação sobre sua origem, colocando em pauta o valor da credibilidade das fontes.

Movimentos na internet – No espaço multifacetado da Internet, existem diversas modalidades de informação, sejam oriundas do jornalismo impresso ou não. Ao contrário dos meios tradicionais de informação (rádio, TV e jornais impressos), a internet possibilita ao meio e a qualquer receptor, seja ele jornalista ou não, a possibilidade de atuar como emissor de informação. Exemplos são os intervenientes de comunidades virtuais (orkut ou myspace, por exemplo) que podem realizar a tarefa de intervenção social. A própria comunidade, ou melhor, o próprio meio também pode fazer tais intervenções quando alguma participação não sai como se esperava. “Assim, o processo comunicativo se emancipa da determinação sígnica, desdobrando-se em fragmentos instantâneos de novas e incertas associações”, página 115. Exemplos de movimentos na internet: comunidades virtuais, listas de discussões, weblogs, flogs. Em 2001, na França houve um fato curioso. Ingressos para um show da cantora Bjork se esgotaram rapidamente. A razão: a internet divulgou o show antes da imprensa tradicional.   

 

Informação circunstancial – Representa o interesse circunstancial do usuário. Ocorre quando o usuário eventualmente transforma em notícia uma informação qualquer oriunda das brechas comunicativas do ciberespaço. Exemplo: em 2001, ingressos para o show da cantora Bjork esgotaram, pois quando a mídia tradicional o divulgou, a informação sobre o show já havia “vazado” na Internet. “Nesse caso, a informação compartilhada na rede a partir de interesses semelhantes transformou-se informalmente em ‘notícia’”. Página 115.

 

 

 

 

 

“Interações Híbridas” – Beatriz Bretas

Manifestações de sociabilidade: além da discussão de determinados temas, os grupos virtuais como o Yahoo Groups (e-groups) e demais listas de discussões também primam pela sociabilidade, ou melhor, pela extensão da mesma, só que não apenas no espaço físico, mas também no virtual. Exemplo disso é o e-group criado pela turma de pós-graduação em marketing da Fundação Getúlio Vargas. Ao analisar o group, é possível verificar que os objetivos deste vão além do desenvolvimento de um curso de marketing e assuntos pautados pela mídia (nesta época específica, o 11 de Setembro), como também foram encontradas manifestações de sociabilidade entre os componentes do grupo, que fizeram do meio de comunicação virtual extensão de encontros informais do espaço físico.  

       

      

     

    

   

  

 

11 de Setembro: o ataque às torres gêmeas em Nova Iorque deixou milhares de pessoas perplexas em todo o mundo. O fato, que quebrou a rotina do mundo e da mídia, levou milhares de pessoas de todo o mundo à frente dos computadores e televisão para testemunharem a tragédia. De acordo com uma pesquisa, só no Brasil, nos dez dias seguintes após o 11 de Setembro, 58,2% dos entrevistados acompanharam o caso pela TV, enquanto 30,9% acompanharam pela Internet. Tantos acessos forçaram administradores de sites a reformularem os mesmos, para tornar as entradas mais leves e o carregamento mais rápido. Após a tragédia, sites e portais atingiram recordes de audiência e surpreenderam seus administradores, que tiveram de fazer reformulações a fim de conter o congestionamento de visitações nos sites, torná-los mais leves e permitir o carregamento mais rápido. A cada momento, mais informações e fotos eram acrescentadas aos sites, reflexo da enorme troca de materiais no plano virtual naquela época específica.

 

 

 

 

 

 

 

 

Atores no ciberespaço: Na Web há dois conjuntos de atores (produtores e leitores de textos) que atuam entre si e assim, tecem a grande rede.

O primeiro tipo é composto por organizações e instituições de diversas espécies, que vão desde pequenas empresas até as grandes multinacionais, instituições religiosas, governos, movimentos sociais, etc. Tais grupos têm por objetivo a inserção mercadológica de seus produtos (sejam concretos ou simbólicos), utilizando-se da persuasão para atrair novos consumidores a comprarem tais produtos ou aceitarem as idéias veiculadas na web.

O segundo conjunto de atores é composto por homens e mulheres de diversas idades, línguas, credos, raças e classes sociais, que por razões diferentes, estabelecem contatos na rede. Geralmente, não tem por objetivo capitalizar os resultados de suas ações na rede, mas sim conquistar o outro na construção de relações. O discurso destes atores também se apóia em elementos de linguagem retórica. Os sujeitos deste grupo não estão interessados na adesão de seus produtos ou idéias, mas sim em compartilhar entre os mesmos significados que lhes são caros ou podem lhes render prestígio.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“A notícia no webjornalismo: arquitetura e leitura da imagem”- João Canavilhas

Imagens em movimento: gráficos animados são exemplos deste conceito, assim como mapas e infográficos virtuais. Tais elementos, ao serem utilizados, ganham movimentos e facilitam a leitura dos mesmos. Sua leitura presume que o leitor esteja familiarizado com o elemento e domine uma série de competências.  Essa modalidade é interativa, o que torna o webjornalismo proativo e exige a participação do usuário.

Sincrônico: qualifica imagem que têm estrutura de um texto autônomo, e por isso, dispensa texto escrito. O som corresponde à imagem apresentada. A imagem sincrônica também serve como legimitizadora do fato que veicula. Exemplos: vivos de reportagens.   

Assincrônico: conceito relacionado com imagens cujos sons não emanam de nenhuma fonte presente nas imagens apresentadas no vídeo. Exemplos: vídeos em off, quando a voz do jornalista se sobrepõe aos sons ambiente.

 

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